LUNDU
O Lundu não é “apenas” uma dança. Seus passos remontam um ritual de aproximação, um processo de conquista. É desejar incessantemente o seu par e lutar por ele. Mantendo os olhos, as mãos e todo o restante do corpo envoltos numa dinâmica sensual, que envolve não apenas quem dança, como também quem a assiste. Na coreografia, as mulheres relutam, se esquivam, mas depois cedem aos encantos dos pares masculinos: saem do salão deixando no ar a ideia do encontro final.
O ritmo tem origem no continente africano e chegou ao Brasil durante o período da escravidão. Na época da monarquia, seus movimentos representavam afronta aos “bons costumes”, e foram por muitos anos proibidos em todo o país. Mas, mesmo às escondidas, o Lundu foi ressurgindo e se tornou uma das danças mais tradicionais especialmente no norte do Brasil.
No Pará, houve algumas modificações, principalmente na indumentária, que o fizeram ganhar uma denominação específica, o Lundu Marajoara, devido ter se estabelecido principalmente na Ilha do Marajó. As mulheres se apresentam com belas saias longas, coloridas e bastante largas, blusas de renda branca, pulseiras, colares, brincos vistosos e flores no cabelo. Já os homens vestem calças de mescla azul-claras e camisas brancas com desenhos marajoaras. Todos dançam sempre descalços. A canção, por sua vez, é acompanhada da rabeca (violino), clarinete, reco-reco, ganzá, maracás, banjo e cavaquinho.
(Diário do Pará)T.A
O ritmo tem origem no continente africano e chegou ao Brasil durante o período da escravidão. Na época da monarquia, seus movimentos representavam afronta aos “bons costumes”, e foram por muitos anos proibidos em todo o país. Mas, mesmo às escondidas, o Lundu foi ressurgindo e se tornou uma das danças mais tradicionais especialmente no norte do Brasil.
No Pará, houve algumas modificações, principalmente na indumentária, que o fizeram ganhar uma denominação específica, o Lundu Marajoara, devido ter se estabelecido principalmente na Ilha do Marajó. As mulheres se apresentam com belas saias longas, coloridas e bastante largas, blusas de renda branca, pulseiras, colares, brincos vistosos e flores no cabelo. Já os homens vestem calças de mescla azul-claras e camisas brancas com desenhos marajoaras. Todos dançam sempre descalços. A canção, por sua vez, é acompanhada da rabeca (violino), clarinete, reco-reco, ganzá, maracás, banjo e cavaquinho.
(Diário do Pará)T.A

